Arrisco-me a dizer que o automóvel mais amado do Brasil é o Chevrolet Opala. O VW Sedan/Fusca está fora de cogitação, pois trata-se de um projheto global.
Ainda hoje, o assunto "Chevrolet Opala" gera acaloradas discussões, seja sobre equipamentos e acessórios, originalidade, ou mesmo, desempenho em relação a outros carros.
Na internet, um grupo de apaixonados, "com algum conhecimento de causa", discute sobre algumas fotos que apareceram do suposto último Opala fabricado.
As fotos, que não vou postar aqui, por questão de direitos autorais (e quero evitar problemas com o pessoal que está fazendo a divulgação), mostram um belíssimo exemplar da última série (1991/1992), com pintura em tonalidade escura e placas CTH 1992, com 167 km rodados.
Segundo consta, este Chevrolet esteve no acervo do museu da Ulbra, onde há fotos que comprovam sua estadia lá. Em um blog, há um comentário de "Luiz Cesar Thomaz Fanfa" dizendo que o último exemplar
Porém, alguns itens chamaram a atenção dos mais observadores:
1) Os emblemas traseiros estão fora da localização correta; não obstante, os emblemas '4.1/S' e 'AUTOMATIC' estão colocados de forma inversa. Do outro lado, o emblema 'CHEVROLET' não se faz presente;
2) Os pneus não são os originais: foram substituídos por um jogo novo da marca Continental. Isso é perfeitamente admissível em um automóvel que ficou parado por anos a fio. Intriga mesmo é notar a ausência da capinha plástica de proteção dos parafusos, item que equipou apenas os modelos da última geração.
3) No vídeo, o automóvel que aparece na linha de montagem recebe a tonalidade "vermelho Ciprius", e aparenta ter o estofamento em couro. No blog, dizem que esse exemplar teve a tonalidade azul, e o aparente vinho que o carro apresenta é um erro de gravação da fita VHS.
4) Se um exemplar 1992 apresenta a cor azul, a tonalidade correta é Azul Millos. O exemplar das fotos tem uma tonalidade escura, que não é possível identificar corretamente entre vinho, o azul marinho e o preto.
5) Em nenhum momento, a tonalidade correta do carro foi divulgada. Da mesma forma, não se sabe a data de fabricação (pela etiqueta do cinto de seguranças se tem uma idéia) e nem a numeração final do chassis.
6) O exemplar não ser da série Collectors, é um mero detalhe, perfeitamente admissível. Sabe-se que a série Collectors não é exatamente dos últimos 100 Opalas produzidos, e tampouco foram fabricados com numeração sequencial.
7) Alega-se que este exemplar foi "mutilado" por algum tempo para servir de doador de peças. Com isso, a forração interna foi substituída (não possuindo encostos de cabeça vazados e sendo em veludo navalhado) e os emblemas trocados de lugar. Para que o carro não ficasse incompleto, estas peças foram colocadas provisoriamente, até a chegada das peças legítimas.
8) Ainda, segundo o blog, as peças originais estavam guardadas no porta-malas. Especula-se então, que as forrações de porta e o tecido dos bancos em couro estava guardado no porta-malas.
9) Não se justifica, porém, a tela de proteção do auto-falante da porta dianteira direita, visível numa das fotos publicadas. Na mesma foto, nota-se a ausência dos tapetes de borracha originais. Creio que detalhes como esses não passariam em uma restauração realizada por pessoas que pertenceram à alta cúpula da GMB.
Por fim, o último ponto:
10) Nos meus comentários, defendi ferrenhamente a idéia de que o automóvel deveria apresentar as forrações em couro. Porém, escrevi este post para deixar registrado, que hoje, dia 25 de abril de 2010, às 18:20h, divulgo que:
O ÚLTIMO OPALA FABRICADO NÃO POSSUÍA FORRAÇÕES INTERNAS EM COURO. Eram, realmente em tecido, conforme o modelo das fotos (mas com encostos de cabeça vazados).
Consegui, inclusive, persuadir o pessoal do blog a acreditar que o modelo que apresentei em algumas fotos da despedida, possuía este tipo de estofado, pelo brilho.
Com essa tática, almejo ver a contradição quando da divulgação desta informação, pois o próprio blog havia informado que as forrações em couro (retiradas do carro) estavam guardadas no porta-malas. Se é verdade, quero saber o motivo, pois o último Opala já saiu de fábrica sem elas.
Fica aqui meu pitaco acerca deste tão polêmico assunto que venho acompanhando nos últimos dias.
Um abraço,
Fernando Pavani.