Na década passada, os veículos de coleção passaram a ostentar as cobiçadas placas pretas. Tal objeto era significado de que o veículo possuía mais de 80% de suas características originais, representando fielmente a época em que foram fabricados.
Dessa forma, assumiram importante papel para a cultura nacional, pois nosso país havia demonstrado um avanço na preservação da memória, começando por um setor muito cultuado- o automotivo.
Porém, o que se observa é uma sucessão de placas pretas adquiridas, onde gritantes discrepâncias entre alguns modelos e seus acessórios tornam-se alvo de indignação para entusiastas e conhecedores.
O simples fato de um Opala 1971 pintado na tonalidade Super Verde, disponível a partir de 1974, já é motivo de discussão. Ora, se o objetivo é representar com fidelidade a época de fabricação, como seria possível adorná-lo com um item que viria a ser lançado apenas 3 anos depois? Seria o mesmo que hoje um Gol 2011 rodar com calotas do Gol 2014.
Como sempre, um motivo de orgulho nacional acaba sendo afetado pela corrupção, desta vez ofertada pelos clubes antigomobilistas.
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